domingo, 17 de janeiro de 2016

Mais um dia para viver. Tenho vontade de me cortar. Alguns dias são ruins, mas outros são bem piores. "Amigos invisíveis" estão aqui: Tédio, Angústia, Irritação....eu não me acostumo com eles.

A única coisa que tenho dado conta de fazer é minha comida. De novo minhas coisas estão o caos.
Olho para minhas unhas e tento me lembrar qual foi a última vez em que estiveram apresentáveis.
Tenho comido doce quase tanto quanto  respiro. Então comer desse jeito gera dor de cabeça - marteladas sem fim. E a gordura é o troco dessa compulsão que tem me vencido quase todos os dias. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Acídia em Bosch

O pecado da Acídia na visão de Hieronymus Bosch.


"A acídia é definida por Tomás de Aquino como uma tristeza relacionada aos bens interiores do homem, aos bens do espírito. Lauand (2004, p. 69), analisando a formulação de Tomás de Aquino, afirma: 
[...] é aquela tristeza modorrenta do coração que não se julga capaz de realizar aquilo para que Deus criou o homem. Essa modorra mostra sempre sua face fúnebre, onde quer que o homem tente sacudir a ontológica e essencial nobreza de seu ser como pessoa e suas obrigações e sobretudo a nobreza de sua filiação divina: isto é, quando repudia seu verdadeiro ser!"

Disponível no artigo de NUNES, Meire Aparecida Lóde e OLIVEIRA, Terezinha. A ACÍDIA NA ARTE DE HIERONYMUS BOSCH: UMA POSSIBILIDADE DE COMPREENSÃO DA EDUCAÇÃO NA BAIXA IDADE MÉDIA 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Primeiro de dezembro de 2015

O ano já está no fim. O que foi feito dos meus 300 e tantos dias? Alternâncias de humor diárias não me deram chance de fazer muita coisa. É claro que eu sei que há procrastinação e desistência - características que se acentuaram com os transtornos. Eu me sinto vazia, culpada e coitada. Péssimos e medíocres sentimentos.

Fico muito pensativa no final do ano. Tenho medo, vergonha do que sou e do que não sou. Ter feito quarenta anos e estar tão acima do peso não ajudam em nada.
Não quero morrer, mas não quero viver assim.
Parece que hoje será um daqueles dias mórbidos, famintos, sonolentos, pesados, com leve, mas constante dorzinha de cabeça. Talvez à noite eu melhore. Talvez não. Meu cabelo está incrivelmente sujo, pois não tenho forças para lava-lo. Parece mentira. Preguiça.
É Acídia, meu demônio.
Preciso do meu Anjo da guarda. 

domingo, 22 de novembro de 2015

Mais um dia de angústia


Ontem, sábado, foi difícil. Tive angústia o dia todo, especialmente à noite. Precisei tomar mais ansiolítico do que gostaria. Tentei pensar coisas boas, inventar histórias felizes, imaginar que estava em lugares agradáveis, mas minha mente parecia decidida a não sair da angústia, da catástrofe, do medo etc.
Eu não tenho forças nessas horas para mudar o padrão de pensamento e sentimento. Sinto-me afundar. Tudo me irrita. Fico excessivamente melindrosa e tenho consciência disto. Gostaria de culpar as outras pessoas pelo meu mal humor, contudo eu sei que o mundo não mudou. Minha cabeça mergulhou novamente na depressão.
Depressão crônica como dizem os médicos. Já se foram quinze anos de tratamento, alguns sucessos. Entretanto ela ainda está aqui como um 'espinho na carne'. Na verdade ela sempre esteve aqui. Lembro do seu rosto na minha infância, de sua intensidade na adolescência, da fúria com que me abateu na juventude e da persistência na idade adulta. É difícil acreditar que não tem cura. A dor psíquica é muito real. Meu corpo começa a sentir os efeitos de tantos anos que tenho passado em sua companhia.
Às vezes penso que não vale a pena manter essa situação. O que para muitos seria  suicídio para mim poderia se chamar eutanásia. Mas, eu ainda tenho insistido. Não quero desistir do combate. Quero contar para as pessoas que têm problemas psiquiátricos como os meus que tenho perdido e vencido, porém as vitórias têm sido maiores e me fazem crescer como ser humano. Também quero uma vida comum. Sair do meu quarto, da casa dos meus pais, dirigir, viajar, sei lá, tudo que qualquer pessoa faz. Então me bate o medo e a culpa dizendo que sou um mal ambulante. Quem se achegar a mim vai sofrer muito. Fica difícil pensar. As águas turvas me inundam. Nunca quis ser esse 'mal'. Talvez nem seja tanto assim...rs...
Hoje tenho quarenta anos e ainda estou limitada pela depressão. Estou na luta.

sábado, 21 de novembro de 2015

Eckhart Tolle - Sofrimento e não sofrimento

Praticamente todos os dias, eu tento alimentar-me de boas palavras. Não tenho apego às religiões, mas a espiritualidade tem efeito sobre minha vida. Sinto que preciso parar de me identificar com dores e situações consideradas difíceis. É como se uma pequena parte do que sou tentasse dominar meu infinito - sei que para muitas pessoas esse "infinito" não diz nada. Mesmo assim vou mante-lo. Quem sabe traduzir por transcendência que para outros tantos não diz nada com nada. Paciência. Uma vez eu tive a oportunidade de conversar com um mestre budista e fui logo falando dos meus diagnósticos psiquiátricos e perguntando como devia fazer para viver apesar disso. A resposta dele não podia ser mais simples e resumida da seguinte maneira: VOCÊ É MUITO MAIS QUE TUDO ISSO.
Não sei com ser "muito mais do que tudo isso", mas sigo acreditando que nos meus melhores dias não penso sobre quem sou. Não me delimito. Então a vida escorrega fácil e de forma indolor.



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Operação da Pedra - A Cura da Loucura de Hieronymus Bosch


Pintura de Hieronymus Bosch

"À primeira vista, esta parece uma operação comum, senão perigosa, sendo curiosamente realizada ao ar livre por um cirurgião trajando um funil na cabeça como chapéu. A grande e ornada inscrição que envolve a pintura diz: 'Mestre, extirpe a pedra. Meu nome é Lubbert Das'. Era crença comum na época de Bosch que uma operação para remover uma pedra da cabeça do paciente curaria sua loucura inerente. O nome Lubbert era aplicado àqueles que possuíam um grau incomum e identificável de loucura. O que emerge, entretanto, não é uma pedra, mas uma flor, e outra do mesmo tipo pode ser vista sobre a mesa. Estas foram identificadas como tulipas, que traziam consigo a conotação de insensatez. As figuras do  sacerdote e da freira não foram explicadas, mas o livro fechado sobre a cabeça da freira e o funil são símbolos,, respectivamente, da futilidade do conhecimento ao lidar com a loucura humana e da fraude de um falso médico."
Extraído do livro Vida e obra de Hieronymus Bosch de Trewin Copplestone. Editora Ediouro.

Bad Ttrip


Pintura de Lori Anne Yang


Surpreendo-me com o que está diante de mim.
Vejo horror e trevas nos poemas de minha vida.
Sonho sonhos para recuperar o meu corpo ou algo além perdido e que nem sei.
Retiro dia-a-dia pedaços da minha presença, fresca, da boca da depressão.
Tento me livrar dos deuses da imposição.
Clamo para minha vida renovar-se e encontrar novos caminhos, mas tenho medo de meus pés.
Desfaleço-me com a dor física e rebelo-me com a dor psíquica. Espero por proteção.
Sinto-me caindo sem controle e percebo que a ausência e o abandono afetam meus sentidos e percepções da vida. E a vida ainda arde e até grita. Eu não quero ouvir seus gritos. 
Não era para ser assim! A vida não é para estar assim!
Mas não há respostas. Apenas há a sensação de que quando chega-se ao fim, a dor só começou.
Eu não aceito. Não aceito! E pago por isso.
Rê Teles.


Livros:


  • A Mente Vencendo o Humor (Dennis Greenberger)
  • Bipolaridade e Temperamento Forte (Diogo Lara)
  • Da Psicose Maníaco-Depressiva ao Espectro Bipolar (Ricardo e Doris Moreno)
  • Dentro da Chuva Amarela (Walter Moreira)
  • Digerindo a Bipolaridade (Alexandre Fiúza)
  • Enigma Bipolar (Teng Chei Tung)
  • Não sou uma só: o Diário de uma Bipolar (Marina W.)
  • O Brilho de sua Luz (Danielle Steel)
  • O Demônio do Meio-dia (Andrew Solomon)
  • O Modelo de Medo e Raiva para Transtornos de Humor, de Comportamento e da Personalidade (Diogo Lara)
  • Perturbação Bipolar – Guia para Doentes suas Famílias (Francis Mondimore)
  • Quando a Noite Cai – Entendendo o Suicídio (Kay Redfield Jamison)
  • Touched wih Fire (Kay Redfield Jamison)
  • Transtorno Bipolar: Tratamento pela Terapia Cognitiva (Vários autores)
  • Uma Viagem entre o Céu e o Inferno (Luiz Humberto Leite Lopes)
  • Uma Mente Inquieta (Kay Redfield Jaminson)
  • Um Bipolar que deu Certo (João Henrique Machado de Ávila)
  • Enigma Bipolar (Teng Chei Tung)
  • Duas Faces de uma Vida (Lana R. Castle)

Filmes:


- "As Horas" (Stephen Daldry)
– "Mr. Jones" (Mike Figgis) Assistir
– "The Secret Life of the Manic Depressive" (Stephen Fry)



http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/livros-e-filmes-sobre-transtorno-afetivo-bipolar/

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O escritor do livro O Demônio do Meio Dia, Andrew Solomon diz algo interessante: "o oposto da depressão não é a felicidade, mas sim a vitalidade". Fiquei pensando nisso e acredito que ele está certo.
Todos nós, depressivos ou não precisamos descobrir o que nos faz feliz. Faz parte da evolução humana buscar e quem sabe, encontrar, esse estado de graça chamado felicidade. Mas na depressão ficamos sem energia para viver. Como ser feliz? Somos tidos como preguiçosos, folgados, bagunceiros, molengas, sem iniciativa. O que a sociedade precisa entender e nós portadores do transtorno é que perda da disposição para viver até aquilo que antes nos dava prazer é sintoma da depressão. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Prostração

Dias de forte sensação de tédio. Nem minha imaginação consegue ser interessante.
Não consigo fazer nada. Estou entregue às horas e à compulsão por doces.
Se saio na rua tenho medo de chatear as pessoas. Minha expressao facial é pesada e obscura. Não é agradável encontrar alguém assim em seu caminho.
Logo farei aniversário e torço para esse mal estar ter muito de inferno astral. Além do mais está próximo o fim do ano. Nunca é fácil passar por ele. Gostaria de ficar longe da cidade, mas a situação financeira me priva de tudo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015


Precisando acreditar em milagres.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A melhor hora do meu dia chega com a noite. Parece que a escuridão carrega um pouco do meu fardo e assim posso ter fé. Rezo muito por mim. Tanto que me questiono se isso é certo. Deveria agradecer mais, no entanto sinto-me muito dolorida. Atravessei o deserto do meio dia e a luz da Lua é alento maternal e altar aonde não sou sacrificada. No meu mundo sagrado construo um casulo quente e confortável.
Estou só. Sinto-me só. Porém, o gosto salgado de meu choro ainda me surpreende.
As horas passam rápido à noite. O tempo é abreviado pelos medicamentos que me dão sono. Queria poder dormir sem eles e ter sonhos de anunciação de nova vida,  nova realidade nascendo a cada dia em mim.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tarde

A tarde mal começou e já tornou-se insuportável. É a claridade que nao combina com meus olhos pesados e sensíveis. O agito da cidade briga com minha lentidão. Leve sono chega para arrancar o ultimo pedacinho de disposição. Sinto-me mal, culpada, retrocedendo diante do ponto de partida.
Estou no meu quarto e ele me parece prisão. Tantas tralhas ocupando o que deveriam ser espaços livres. Meu olhar sofre  com a desordem.
As pessoas estão no vai e vem da vida; maluca ou não, sempre sugando o tempo de todos. Menos o meu. Minha vida agora está sem serventia. Chego quase a não atrapalhar de tao prostrada  que estou.
Tenho tantas pílulas coloridas aqui, entretanto nenhuma parece capaz de restaurar meu equilíbrio e bem estar. Depressão e euforia duelam em  mim deixando-me exausta e confusa, ansiosa e angustiada, agitada, mas sem energia. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

TRECHO DO FILME "STEPHEN FRY - SECRET LIFE OF MANIAC DEPRESSIVE"

domingo, 7 de fevereiro de 2010

TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR



Transtorno bipolar do humor
José Alberto Del Porto

O transtorno bipolar caracteriza-se pela ocorrrência de episódios de “mania” (caracterizados por exaltação do humor, euforia, hiperatividade, loquacidade exagerada, diminuição da necessidade de sono, exacerbação da sexualidade e comprometimento da crítica) comumente alternados com períodos de depressão e de normalidade. Com certa freqüência, os episódios maníacos incluem também irritabilidade, agressividade e incapacidade de controlar adequadamente os impulsos.

As fases maníacas caracterizam-se também pela aceleração do pensamento (sensação de que os pensamentos fluem mais rapidamente), distraibilidade e incapacidade em dirigir a atividade para metas definidas (embora haja aumento da atividade, a pessoa não consegue ordenar as ações para alcançar objetivos precisos). As fases maníacas, quando em seu quadro típico, prejudicam ou impedem o desempenho profissional e as atividades sociais, não raramente expondo os pacientes a situações embaraçosas e a riscos variados (dirigir sem cuidado, fazer gastos excessivos, indiscrições sexuais, entre outros riscos). Em casos mais graves, o paciente pode apresentar delírios (de grandeza ou de poder, acompanhando a exaltação do humor, ou delírios de perseguição, entre outros) e também alucinações, embora mais raramente. Nesses casos, muitas vezes, o quadro clínico é confundido com a esquizofrenia.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com base na história pessoal (na doença bipolar, os quadros são agudos e seguidos por períodos de depressão ou de remissão) e familiar (com certa freqüência, podem ser identificados quadros de mania e depressão nas família).

Nos últimos anos, tem-se reconhecido a importância dos quadros de “hipomania” (quadros de mania mitigada, que não se apresentam com a gravidade dos quadros de mania propiamente dita). Os quadros caracterizados por hipomania e pela ocorrência de episódios depressivos maiores têm sido chamados de “transtorno visto que o uso de antidepressivos pode agravar seu curso, assim como também ocorre na doença bipolar com fases maníacas típicas (tipo I). No transtorno bipolar (tipos I ou II) são recomendados os estabilizadores do humor. Nas fases mais agudas, é recomendado o uso de neurolépticos atípicos (como a olanzapina ou a risperidona) ou, por razões práticas, os neurolépticos clássicos (como o haloperidol ou a clorpromazina), em que pese o perfil de efeitos colaterais.

Leia mais sobre esse artigo AQUI

CLARICE LISPECTOR





“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” Clarice Lispector.

LITHIUM




Lithium



Lítio

I'm so happyEu estou tão feliz
'Cause today I've found my friendsPorque hoje eu
encontrei meus
amigos
They're in my headEles estão na
minha mente
I'm so ugly but that's okay,Eu sou tão feio,
mas tudo bem,
você também é
'Cause so are you, we broke our mirrorsQuebramos nossos
espelhos
Sunday morning is everydayManhã de
domingo é como
todos os dias
For all I care and I'm not scaredE eu não estou
com medo
Light my candles in a dazeAcendo minhas velas,
com deslumbre
'Cause I've found GodPois encontrei
Deus
Yeah,Yeah (x7)Yeah, Yeah
I'm so lonely, but that's okEu estou tão só,
mas tudo bem
I shaved my head and I'm not sadEu raspei minha
cabeça
e não estou
triste
And just maybe I'm to blameE apenas talvez,
eu deva ser
culpado
For all I've heard, but I'm not surePor tudo que
ouvi,
Mas eu não
tenho certeza
I'm so excitedEu estou tão
excitado
I can't wait to meet you there, but I don't careEu não posso
esperar
para te
encontrar lá ,
mas eu não
me preocupo
I'm so hornyEu estou tão
entusiasmado
But that's okay, my will is goodMas está tudo
bem,
minha vida é
boa
Yeah,Yeah Yeah, Yeah


I like it - I'm not gonna crackEu gosto -
eu não vou pirar
I miss you - I'm not gonna crackEu sinto sua falta -
eu não vou pirar
I love you - I'm not gonna crackEu te amo -
eu não vou pirar
I killed you - I'm not gonna crackEu te matei -
eu não vou pirar
I'm so happyEu estou
tão feliz
'Cause today I've found my friendsPorque hoje
eu encontrei
meus amigos
They're in my headEles estão na
minha mente
I'm so ugly but that's okay,Eu sou tão feio,
mas tudo bem,
você também é
'Cause so are you, we broke our mirrorsQuebramos nossos
espelhos
Sunday morning is everydayManhã de
domingo
é como
todos os dias
For all I care and I'm not scaredE eu não
estou com medo
Light my candles in a dazeAcendo minhas velas,
com deslumbre
'Cause I've found GodPois encontrei Deus
Yeah,Yeah Yeah, Yeah


I like it - I'm not gonna crackEu gosto -
eu não vou pirar
I miss you - I'm not gonna crackEu sinto sua falta -
eu não vou pirar
I love you - I'm not gonna crackEu te amo -
eu não vou pirar
I killed you - I'm not gonna crack
Eu te matei -
eu não vou pirar

Fonte Aqui

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

VAN GOGH






Seara com corvos de Van Gogh revela a intensidade das cores, dos movimentos  e texturas de um homem prestes a se matar: o próprio artista.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Que não seja a morte aquela que quebrará este grilhão. Antes a própria vida, munida de criatividade e milagres de transformação, traga a cura para toda essa dor e minha loucura.

LONGOS DIAS

Dias de depressão são dias perdidos.
Basicamente estou de cama faz duas semanas, embora venho alternando crises desde fevereiro de 2009. Esse ano eu já me autoflagelei cortando diversas partes do meu corpo com agulha. Nisso não há beleza alguma. Tratá-se de uma angústia tão violenta que a dor física parece ser mais suportável. Mas, ela não é. Passado os momento de suplício é martirizante ver meu corpo machucado e a angústia ainda ali.
À noite sigo acompanhada pela insônia, companheira fiel. Disposta a me exaurir com tantos pensamentos, são tantas idéias e inquietações. Tento trabalhar com essas idéias, mas elas são mais rápidas que um raio. Então começo mil coisas e não termino nenhuma.
Quando o dia amanhece não escapo da exaustão. Revejo todas os caminhos que minha mente percorreu e todos me parecem absolutamente ridículos. Cada frase escrita, cada esboço de desenho, todas as soluções. É a hora da frustração. Eu lamento por minha mente e seus deslizes sem fim.
A minha depressão rouba minhas manhãs que tanto amo: o cheiro da manhã, só quem não tem, sabe da riqueza do aroma do que está nascendo. Se ainda não dormi, a manhã fará de mim um ser ainda mais irritante e impaciente. Odeio a voz humana e seus assuntos matinais. A luz agride meus olhos. É tudo tão decepcionante. Poucos podem entender. Então vêm os remédios e a angústia querendo romper meu estômago, a sensação de fracasso. Mas, algumas gotas das drogas medicinais fazem-me dormir. Sei que vou acordar sem rumo, zonza, a cabeça nebulosa, os sentidos atrapalhados, passos confusos, antecipando uma tarde mórbida e sonolenta e, por mais coisas urgentes que tenho a fazer, nada será mais urgente do que a dificuldade de viver.
Os dias passam lentos para um depressivo. Horas lentas que matam de forma consciente suas vítimas. Sabemos que estamos fracassando: é o trabalho que não damos conta, os filhos que nos irritam e são incapazes de assimilar a doença, amigos que não aguentam nossa "instabilidade emocional", o amor que não nos fortalece e o sexo que se perdeu num dia acinzentado.
Por mais que eu diga que não suporto mais, sempre há mais um dia a viver.
A vida tem um jogo próprio e minhas dores são somente minhas. O mundo não parará de girar por minha depressão.
Quando posso respiro fundo eu sonho. Sonho coisas completamente disparatadas da realidade. Sonho com o que não tenho. Sonho com o que não sou. Canto "Non je ne regrette rien" de Edith Piaf e dou rodopios pela sala chorando. Talvez ninguém entenda isso. Mas, eu estou tentando não morrer. Não quero perder meus sonhos, pois já me perdi demais. Não sei mais o que fazer.
Não quero perder meus dias.

terça-feira, 9 de junho de 2009

MÜNCH

Tristeza e melancolia em Münch...


"Spring"

"Sick Child 1"

"Confort"

DIAS DE DEPRESSÃO

*Ainda não consegui fazer nada com o meu dia. Indisposição. Nervoso. A cabeça muito pesada. Estou sozinha em casa. As pessoas correm pelas ruas num dia ardido e sem umidade.
Estar assim, sozinha e confusa, deixa-me mais desanimada. Anseio por dias produtivos. Pelo ter que fazer "para ontem".
O niilismo que a depressão proporciona é cansativo. Você morre dele e nem percebe: leve delírios, a inércia e minha vitalidade sendo sugada.
É assim agora! Como se estivesse sendo vampirizada. A vida do lado de fora com Sol e cores, não é permitida. Ao mesmo tempo sei que tudo passa. Há uma semana atrás estava bem disposta.*

"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas".
(Charles Chaplin).
*Texto de dezembro de 2008. By Rê Teles.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PINTURA ÍNTIMA


Infelizmente não sei o nome do artista desta pintura. Mas acho que convém bem ao espírito do Acídia. Se alguém conhecer o autor, por favor me avise.
Rê Teles.

CAMINHOS


Dor inquietante. Dor que acorda e adormece meus sonhos mais tristes. Lá se vai minha energia, minha fé na própria carne, nos meus dias.
Estou acorrentada aos meus pensamentos e neles não há coerência. Eu encontrei a loucura no descontrole do que sinto e na vertiginosa rapidez que o pensar pode ter.
Ando na corda bamba certa de minha queda e sinto o vexame maquiar-me com cores berrantes. Foi minha confusão mental: minha normalidade interrompida.
Às vezes, num minuto de calma, meu sorriso transparece e ele é quase lindo. Mas, num átimo de segundo meus olhos revelam rugas de dor. Se disfarço não é por hipocrisia - meu silêncio dolorido não serve a ninguém.
Agora os comprimidos estão na palma de mão. Poderia rezar pedindo a bênção de um milagre. Mas, a Loucura é volátil. Engulo cada bolinha colorida e deixo que elas mergulhem em minha corrente sanguínea. Em breve estarei entorpecida e quase normal se não fosse os caminhos de guerra trilhados ao atravessar por mim.

by Rê Teles.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MENTE



A mente humana.
Reservatório de pensamentos, sentimentos criados durante nossa história. O ventre aonde desenvolvem-se nossas idéias, valores, emoções conscientes ou não. Contraponto de nosso corpo; a mente é o universo abstrato do humano.
O acesso a ela não é feito por via direta. A mente não tem endereço físico. Ao dela falar sou cercada de metáforas que criam imagens e sensações, pois me falta vocabulário (?). Não seria de estranhar-se a falta de palavras e definições concretas diante da abstração. Na precariedade de linguagem, caminho todo tempo entre a experiência corporal, da qual a mente participa filtrando meus sentidos e as reviravoltas de pensamentos, impressões, sentimentos, sempre intensos, profusos e até discretos (não na loucura) e minha mania quase obsessiva-compulsiva de querer entender o que sinto, o que sou, o que penso, o contrário disso tudo.
Quem dera algo que não seja a tentativa de entender a mente. A mente não mente. Nem se quer revelar. Ela vocifera, sussurra, nunca conversa. Nós enlouquecemos. A mente não.

 
© 2008 *By Templates para Você*