Tristeza e melancolia em Münch...
terça-feira, 9 de junho de 2009
DIAS DE DEPRESSÃO
*Ainda não consegui fazer nada com o meu dia. Indisposição. Nervoso. A cabeça muito pesada. Estou sozinha em casa. As pessoas correm pelas ruas num dia ardido e sem umidade.
Estar assim, sozinha e confusa, deixa-me mais desanimada. Anseio por dias produtivos. Pelo ter que fazer "para ontem".
O niilismo que a depressão proporciona é cansativo. Você morre dele e nem percebe: leve delírios, a inércia e minha vitalidade sendo sugada.
É assim agora! Como se estivesse sendo vampirizada. A vida do lado de fora com Sol e cores, não é permitida. Ao mesmo tempo sei que tudo passa. Há uma semana atrás estava bem disposta.*
"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas".
(Charles Chaplin).

*Texto de dezembro de 2008. By Rê Teles.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
PINTURA ÍNTIMA
Infelizmente não sei o nome do artista desta pintura. Mas acho que convém bem ao espírito do Acídia. Se alguém conhecer o autor, por favor me avise.
Rê Teles.
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CAMINHOS
Dor inquietante. Dor que acorda e adormece meus sonhos mais tristes. Lá se vai minha energia, minha fé na própria carne, nos meus dias.
Estou acorrentada aos meus pensamentos e neles não há coerência. Eu encontrei a loucura no descontrole do que sinto e na vertiginosa rapidez que o pensar pode ter.
Ando na corda bamba certa de minha queda e sinto o vexame maquiar-me com cores berrantes. Foi minha confusão mental: minha normalidade interrompida.
Às vezes, num minuto de calma, meu sorriso transparece e ele é quase lindo. Mas, num átimo de segundo meus olhos revelam rugas de dor. Se disfarço não é por hipocrisia - meu silêncio dolorido não serve a ninguém.
Agora os comprimidos estão na palma de mão. Poderia rezar pedindo a bênção de um milagre. Mas, a Loucura é volátil. Engulo cada bolinha colorida e deixo que elas mergulhem em minha corrente sanguínea. Em breve estarei entorpecida e quase normal se não fosse os caminhos de guerra trilhados ao atravessar por mim.
by Rê Teles.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
MENTE
A mente humana.
Reservatório de pensamentos, sentimentos criados durante nossa história. O ventre aonde desenvolvem-se nossas idéias, valores, emoções conscientes ou não. Contraponto de nosso corpo; a mente é o universo abstrato do humano.
O acesso a ela não é feito por via direta. A mente não tem endereço físico. Ao dela falar sou cercada de metáforas que criam imagens e sensações, pois me falta vocabulário (?). Não seria de estranhar-se a falta de palavras e definições concretas diante da abstração. Na precariedade de linguagem, caminho todo tempo entre a experiência corporal, da qual a mente participa filtrando meus sentidos e as reviravoltas de pensamentos, impressões, sentimentos, sempre intensos, profusos e até discretos (não na loucura) e minha mania quase obsessiva-compulsiva de querer entender o que sinto, o que sou, o que penso, o contrário disso tudo.
Quem dera algo que não seja a tentativa de entender a mente. A mente não mente. Nem se quer revelar. Ela vocifera, sussurra, nunca conversa. Nós enlouquecemos. A mente não.
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